26.7.05

As Quatro Estações de Vivaldi

As quatro estações de Vivaldi.....a saber:

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Santa Apolónia

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Campanhã
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Rossio
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Entroncamento
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Descubra as diferenças.
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De referir ainda que na altura, os nós de Alfarelos e da Pampilhosa ainda não tinham sido concluídos. Para mais informações a CP agradece a consulta da seguinte morada:

25.7.05

F Utilidades

Voltei e como desconfio que ninguém leu o meu artigo de entrada (não faço ideia se alguém sabe da existência de legumesalteados), resolvi dar uma estrutura mais utilitária ao blog, pelo menos para mim próprio. Assim sendo, reuni alguns sites que permitem abrir outras portas e assim dar alguma mais valia a este espaço.

Para além do meu motor de pesquisa de eleição (Google) e da consulta dos Emails (Hotmail e Yahoo), indico uma enciclopédia (Wikipédia) e um site com artigos científicos (Biblioteca do Conhecimento), permitindo entre outros aspectos, cultivar o jardim encefálico. Segue-se a sempre útil informação metereológica (Instituto de Metereologia) e o site mais burocrático da web (Associação Nacional de Municípios), com mapas e indicadores estatísticos diversos. O site das Páginas Amarelas substitui aquela que foi, durante alguns anos, a encadernação mais espessa presente em nossas casas. Não podia deixar de incluir a empresa líder das comunicações móveis (TMN) e a TV Cabo.

As notícias, o desporto e a música teriam de estar presentes. Assim aparecem a Agência Lusa e a TSF que nos permitem saber instantaneamente qual foi o último ministro a ser demitido. Nos jornais, para além daquele que faz as delícias de qualquer veraneante em plena praia do Tamariz (Expresso), temos o Público, a Visão, o Record e o Porta da Estrela (esse grande baluarte do jornalismo em Portugal). Os amantes do desporto deverão visitar o Zero.Zero e o Planeta do Futebol.

Na música optei pela irreverente Antena 3, que é a rádio que mais e melhor promove a música portuguesa. Poderemos também pesquisar Cd's, Dvd's e livros através da Amazon, Fnac ou Livraria Bertrand. Para os amantes do cinema existe a 7ªarte com uma base de dados de filmes, e os sites da Gettyimages e da World Press Photo para quem gosta de fotografia. Para quem deseja comprar máquinas fotográficas, câmaras de vídeo ou outros artigos semelhantes a um preço bastante competitivo, recomendo a Pixmania.
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Dadas as contigências actuais do país, existem dois sites que teriam forçosamente de aparecer. Refiro-me ao Expressoemprego, que dá informações sobre ofertas de emprego, e a Bolsa de Emprego Público, destinado a concursos públicos. Aproveito para informar que, com as medidas tomadas pelo executivo do Engº José Trocaste, este último site, outrora visitado por todos os que ambicionavam uma carreira na função pública, tem actualmente os dias contados.


Podemos não ter tempo e dinheiro para uma alimentação correcta, mas para férias e viagens há sempre. O crédito é sempre uma opção a recorrer, aumentando o balão de oxigénio e, simultaneamente a grossura da corda que mais cedo ou mais tarde nos irá sufocar. Assim, o Guia Michelin é indispensável para vêr o melhor trajecto, o mais económico ou mesmo saber quantos kilómetros separam Cascais de Veneza. Para além do Guia de Alojamento da responsabilidade da Maisturismo, incluo também o Guia de Portugal, ambos numa lógica de "Vá para fora cá dentro". Por sua vez, o Netviagens dá-nos o passaporte para o mundo (apresentando sempre umas promoções de última hora) e através do Netmenu podemos viajar pelos odores e sabores da nossa culinária.

Para que possamos queimar algum tempo antes de picar o cartão e ir para casa, recomendo o Miniclip. Como o sonho comanda a vida, a passagem pelo site do Euromilhões é obrigatória. Peguem numa calculadora científica, consultem os vossos apontamentos de probabilidade e estatística e toca a apostar.
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Desculpem-me os eventuais interessados, mas os sites da Caixa Geral de Aposentações e dos Horóscopos terão de ficar para uma próxima.

14.7.05

A chave do priorado

Mais um para a blogosfera.
Pelos vistos há quem use os blogs como uma espécie de diário pessoal. Porquê?

Quando eu era miúdo, o diário era algo sagrado, muito íntimo, confidencial, esotérico, feminino e, se calhar por tudo isso, muito desejado. Algo similar ao Santo Graal. Encontrar um diário de uma adolescente era algo tão apetecível e desejado como descobrir a chave do priorado. Era nessas páginas coloridas e com uma leve fragrância a rosas, que ficavam guardados muitos dos segredos e experiências de 15 anos de vida, que qualquer riso tímido escondia. A primeira festa do pijama, o primeiro beijo, a primeira menstruação, o primeiro namorado ou a última lágrima; não necessariamente por esta ordem. Por tudo isto, ler o diário de alguém tinha o mesmo efeito que a incisão do bisturi na epiderme (essa verdadeira cela que protege o nosso interior, no qual transitam sangue, electricidade e sonhos). Era o desventrar da pessoa.
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As temáticas eram variadas e perfeitamente distintas: a amizade, a paixão, o amor, a desilusão, a nostalgia, a saudade, o mundo madrasto e o silêncio. Para muitas destas teenagers, os diários eram a forma de expressarem a sua poesia e de exorcizarem muitas das suas angústias e estados de alma. À medida que os ingredientes iam refinando e apurando a iguaria, isto é, à medida que a conexão entre os cinco sentidos e a ortografia era aprimorada, a escrita ganhava contornos labirínticos, geralmente indecifráveis mesmo para a melhor amiga. O diário sempre foi e sempre será o objecto por excelência dos psicólogos e dos técnicos de grafologia, que, através da palavra e da escrita, conseguiam perceber a verdadeira essência dos desvios de personalidade destas miúdas.

Como os tempos mudaram...! Este diário que aqui falo tem os dias contados. Com o actual peso das novas tecnologias de comunicação, num mundo cada vez mais globalizado e estandardizado, as palavras perderam a sua verdadeira essência, significado e sentido. Parece um contra-senso, mas não; é a pura realidade. Acredito que qualquer sentimento já tenha o seu respectivo ícone animado criado. Hoje, é muito mais fácil usarmos a mão direita e, com a seta do rato alcançar o outro lado do mundo, do que usar a palavra e a seta do Cupido para conquistarmos a pessoa que mora aqui ao lado.

Enfim, já não chega a exposição que as nossas vidas estão sujeitas e nós ainda ajudamos á festa, aderindo á blogosfera. E eu cá estou, a seguir as modas. Já parto em desvantagem e com algum atraso, é verdade, mas sempre a tempo de me dar a conhecer a meio mundo. Sim, entendendo meio mundo como o conjunto de pessoas que:

1) sabe lêr a língua de Camões,
2) Utiliza a internet,
3) e tem curiosidade e interesse nestas banalidades que aqui escrevo.

Será que terei vontade e paciência para continuar a aparecer por aqui, autoestimulando-me com esta escrita labiríntica, ou fico-me já por aqui?